NOVAS ALEGRIAS...
No passado dia 16 de Agosto, tivemos mais uma magnífica mensagem evangelística, que importa transcrever detalhadamente. Diante de uma sala composta, o nosso convidado desenvolveu o tema relacionado com o imenso amor de Deus e a Obra maravilhosa do Seu Filho na cruz.
O nosso Convidado, António Vieira, leu Isaías, 49: 13 a 16.
Eu não me esquecerei de ti!
A coisa mais linda que Deus tem para dar a todo o ser humano: o Seu amor. O amor de Deus atinge sempre os seus objectivos, quer o homem queira, quer não queira.
Deuteronómio, 21: 18. Lemos que se um filho se portasse mal, fosse rebelde, o pai ou a mãe seriam livres para o levar a julgamento e depois ele seria apedrejado até à morte. Porém, em nenhuma parte da Bíblia nós lemos que alguma vez isto tivesse acontecido. Por quê? Porque um pai que ama, uma mãe que ama não leva o seu filho para ser morto. Procura, na realidade, dar-lhe vida. Deseja o melhor para o seu filho.
Uma pergunta: se você tivesse um filho mau, rebelde, obstinado, o que faria se ele fosse condenado à morte? Certamente faria tudo para evitar a sua condenação. Em último caso dar-se-ia a si mesmo para morrer. Por quê? Porque para si, o seu filho vale mais que toda a prata e todo o ouro.
Imagine agora que você tem um filho exemplar, irrepreensível, dentro e fora de casa, mas que um dia, por grande engano, é condenado a morrer... (como já tem acontecido). O que você faria?
Certamente iria chamar todos os vizinhos e familiares para testemunharem a favor dele.
Vemos na história do filho pródigo, o quão rebelde ele foi, o quanto desonrou o nome do pai. No entanto, ao regressar a casa, em estado deplorável, o pai, em lugar de o expulsar, recebeu-o com todas as honras. Se isto se passou com um filho que lhe foi rebelde, o que seria com um filho que lhe é obediente, que o honra e que o ama?
A Bíblia diz-nos que o filho obediente é a alegria dos pais. Se o seu filho inocente fosse condenado, se depois de tudo o que fizesse, ainda se se mantivesse a condenação, você iria clamar ao céu para que o céu descesse à terra. Porque é do céu que vem a verdade de Deus; porque é do céu que vem a pureza. E se muitas vezes nós nos enganamos, Deus é justo e jamais se enganou, condenando o inocente.
Vamos pensar agora no que é que Deus é capaz de fazer por amor a cada um de nós.
João, 10: 14. Agora temos O Senhor Jesus Cristo. Ele é O Filho de Deus. Aquele que um dia veio do céu à terra para libertar o homem do seu pecado. Nós sabemos que o pecado começou no Jardim do Éden e que passou a todos os homens e que, por isso, não temos acesso a Deus.
Para o homem ter reconciliação com Deus e ter direito à Sua presença, tem de ser perdoado. Assim como o filho pródigo entrou na casa do pai, porque o seu pai o perdoou, assim também nós, para entrarmos no céu, temos de ser perdoados.
Mas quem tem o poder de perdoar pecados? Não é nenhum homem. Apenas Deus. Então para que o homem pudesse ser perdoado, Jesus fez-Se homem para cumprir o propósito de Deus. E qual é o propósito de Deus? É que o homem tenha reestabelecido o relacionamento com Ele, como tinha antes da queda, no Jardim do Éden.
Jesus diz: Eu vim para que tenham vida e vida com abundância. Cristo veio ao mundo para morrer pelos pecadores. Por cada um de nós. E com a Sua morte dar-nos vida.
Três posições que Jesus ocupa na cruz do Calvário por amor de cada um de nós:
1ª posição - Um Filho sem Pai.
Jesus durante o Seu ministério não fez nada, absolutamente nada sem a ordem do Pai. Ele dizia: a obra não é Minha, mas é do Pai. A Palavra que Eu falo não é minha, mas é do Pai. Os milagres que Ele fez sempre tiveram autorização do Pai.
Quando Jesus é baptizado no rio Jordão, o Pai diz: Este é O Meu Filho amado, em Quem tenho todo o Meu prazer. Escutai-O. Deus estava com Jesus e Jesus estava com Deus. O Pai estava com O Filho; O Filho estava com O Pai.
Agora O Filho é condenado e na cruz diz: Deus Meu, Deus Meu, por que Me abandonaste?
Deus nem Lhe responde e Jesus morre desamparado, por tudo e por todos, inclusive O Pai, entre os céus e a terra. Como um filho sem pai.
Enquanto você faria tudo pelo seu filho, Jesus, O Santo, O Justo, morre totalmente desamparado.
2ª Posição - Jesus na cruz é um servo sem senhor.
Um bom senhor merece um bom servo. A Bíblia diz-nos que Jesus foi O Servo mais leal, mais Verdadeiro, um servo exemplar. Ele foi o Servo dos servos. Que foi fiel até à morte e morte de cruz.
Então temos, O Melhor Senhor, é Deus. O Melhor Servo, O Senhor Jesus. Jesus foi Fiel no pouco, no muito, em tudo. Fiel na vida, fiel na morte.
Mas O Servo, quando é pendurado na cruz clama: Deus Meu, Deus Meu, por que me desamparaste? E eis que O Seu Senhor não veio em socorro do Seu Servo... E O Servo morre desamparado, sem o auxílio do Seu Senhor. Um Servo sem Senhor.
3ª posição - Um Cordeiro sem Pastor.
Jesus é O Bom Pastor. O que dá a Sua vida pelas ovelhas. O Sumo Pastor. Até ao Jardim Getsemani Ele foi o condutor do rebanho. Mas, conforme a profecia de Isaías, após a sua prisão naquele jardim, os Seus discípulos fugiram. O Pastor, sem as suas ovelhas, passou a ser Servo. Ele foi levado como a Ovelha muda perante os Seus tosquiadores - inimigos. Entre o Getsemani e o Calvário, Jesus foi uma ovelha sempre obediente.
Jesus, quando é colocado na cruz, é O Cordeio de Deus. Sabem por quê? Porque vai tirar o pecado do mundo. Não foram os Seus milagres, não foi a Sua palavra. Foi a obra na cruz do Calvário.
João Baptista tinha dito: Eis O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
O amor de Deus é tão grande, tão grande, que sacrificou O Seu Filho Amado, matou O Seu Filho Amado, para salvar a cada um de nós.
Então, agora, a Bíblia diz assim: Deus prova o Seu amor para connosco. Como? Jesus morrendo na cruz, quando nós éramos Seus inimigos. Jesus não morreu pelos amigos. Morreu pelos inimigos.
Se um pai é capaz de dar tudo, por amor do seu filho, Deus nada fez para salvar o Seu Filho, porque estava em causa cada um de nós.
Ainda nesta reunião tivemos a enorme alegria de ver novos amigos de Senhorinha a juntarem-se a nós. Certamente que a Palavra terá ido ao encontro das suas necessidades e o bom convívio que decorreu durante o lanche completou, de alguma forma, o belo trabalho desenvolvido na Capela.